Das melhores coisas da vida

FAITH

Gosto de quando as coisas vão tomando seu lugar. Gosto de olhar para trás e perceber que tudo faz sentido. E o trio “fé, esperança e amor” vem fazendo tanto sentido pra mim, que qualquer tentativa de explicar vai ser insuficiente. Mas isso não é motivo para não falar dele. Na verdade, qualquer relance já é válido.

Não sei o que o Shakespeare tinha na cabeça quando escreveu “Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia” em Hamlet, mas concordo. Tem muito que a gente não consegue explicar. Muito que precisa de explicações além das físicas e naturais para começo de conversa. E isso não vem de não ser racional, mas anda lado a lado com a razão.

Como responder a questões como “Qual é o sentido disso tudo?”, a não ser com a prova das coisas que não se vêem? Por mais que se vá contra o senso comum do significado que “fé” traz, todo mundo tem uma parcela de firme fundamento das coisas que se esperam, independente de onde o deposita.

Em uma tradução bem livre, um dos versos de In Your Hands, do Jason Mraz é: “é como mergulhar em direção a uma piscina sem água enquanto se ora pela chuva”. E na minha concepção do que seja fé, essa é uma das explicações que mais se encaixam. Tão simples, mas ainda assim cheia de significado. Porque fé só funciona na prática, quando se vive, se relaciona, e se confia.

A confiança tem um papel fundamental também na esperança. Só consigo pensar em uma esperança plena quando se tem segurança envolvida. Quando seus ideais, suas expectativas, seus sonhos estão fundamentados. Ela é um bem tão importante que precisa estar bem firmada. Não dá para correr o risco de ela ser levada por qualquer vento que bata mais forte.

Essa segurança também é necessária para experimentar a esperança sem amarras. Ela precisa ser manifesta livremente em nossa vida toda. Quando estamos certos dela é mais fácil saber ao que dizer sim ou não, ao que dar passe livre e também ao que não se deixar levar. E a melhor de todas as coisas: fica tão mais difícil sermos enganados.

A faixa I Spoke Up (do cd The Undoing, um desses trabalhos no qual o processo de criação é tão tangível que parece que te convida a fazer parte), da Steffany Gretzinger, tem pouco mais de um minuto e meio de duração, parece que vai se desfazer se a gente tentar agarrar, e diz como às vezes é doloroso ser valente, encarar nossos medos, saber quem somos diante deles e encontrar nossa força. Da forma como vejo, a esperança bem firmada é a motivação que a gente precisa.

E o melhor dos três: o amor. Já que não vou gastar mais que dois parágrafos com ele (é melhor experimentá-lo do que falar sobre – mas às vezes é preciso falar), melhor deixar no básico: ele é difícil. É bom saber disso desde o começo. E é maçante ver por aí a valorização da dor só do amor romântico, quando dói amar qualquer um, qualquer coisa, em qualquer tempo e qualquer lugar. Quando a gente decide tentar amar a todo mundo como amamos a nós mesmos então, fica mais difícil ainda.

O amor nos faz reféns, já dizia James Morrison em Love is Hard, e tem o poder, como sequestrador, de nos machucar de novo e de novo. E ele chuta tão forte que até quebra nossos ossos. Corta tão profundo que chega à nossa alma. Então é melhor que a gente saiba desde o início que o amor é difícil. Mas se formos sortudos de verdade, acreditamos nele, que é melhor do que a alternativa de nos conter e não nos deixar ser afetados por ele. O amor é difícil. Mas se fosse fácil, não seria nada. O amor é difícil. Mas vale a pena. Com esperança para motivar e com fé dando sentido, imagino valer mais ainda.

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