A escolha é toda sua

padrão
Já dizia Lewis que “Tudo que não é eterno é eternamente inútil”. E tentar se enquadrar em padrões que vivem mudando é o quê?

As unhas da minha mãe são curtinhas, e as minhas, bem mais longas. Outro dia, enquanto eu passava esmalte preto, ela disse que uma hora ainda usaria essa cor, mas que achava que combinava melhor com quem tinha unhas compridas. Isso me fez pensar no tanto que não concordo com esse tipo de “regra”.

Tem gente com unhas enormes que só usa cores clarinhas, gente que não larga os tons extravagantes nas unhas roídas, gente com unhas super fortes e bem cuidadas e que não chega perto nem de base transparente. Mas a discussão vai muito além de cores de esmalte.

A gente tem que usar o que nos deixa confortáveis, nos sentindo mais nós mesmas. Vejo minhas escolhas de cosméticos, maquiagem e estilo em geral como uma forma de potencializar quem eu sou. Não tem – ou não deve ter – a ver com mascarar, forçar a barra, se privar, com tentar se adequar. É uma questão de ser cada vez mais você.

E com isso, não é uma cor de batom que só fica boa em determinado tom de pele, nem um colar que só possa ser usado em determinada ocasião. Muito menos um tipo de roupa que combina exclusivamente com um tipo de corpo. Inclusive, tem um monte de blogueiras por essa internet afora provando que você não precisa vestir 36 para estar autorizada (por quem?) a usar calça estampada, saia com babados, ou qualquer coisa que acrescente volume às coxas. O que você precisa é se sentir bem.

(E desde que vi essa pergunta, repostada por uma menina que estava cansada desses #ProjetoFulanaVerão, #FiqueMagraCiclana e por aí vai, que muitas vezes estão longe da busca de uma melhor qualidade de vida e pertinho da pressão do “corpo perfeito”, ela não sai mais da minha cabeça: por que a gente tem que lutar para entrar nas roupas no lugar das roupas serem feitas para nos servirem direito, independente do tamanho?)

Uma amiga às vezes me diz que eu uso umas peças que ela não consegue imaginar dando certo com nada, mas que em mim ficam legais. Pra mim isso só diz disso: o que você escolhe tem é que combinar com você. Sejam roupas, esmaltes, acessórios, atitudes e por aí vai. Só assim a moda – e a vida – faz sentido.

Unha cresce, cabelo também. Sapato dá pra trocar, roupa então nem se fala. Mas o tempo que a gente perde se entregando à neura de não sair dos padrões nos quais tentam nos prender, esse não volta. E não quero perder nenhum dia deixando de passar tal esmalte e de não me permitir escolher por mim mesma porque já decidiram tudo sem nem me consultar.

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