Só sei dançar com Você

Há exatos dois anos vivi o momento mais importante da minha vida. O dia em que finalmente descobri a loucura maravilhosa do Evangelho e finalmente entreguei meu coração Àquele que me ama mais do que qualquer um poderia me amar. Como sempre acho música pra tudo, encontrei uma que me faz pensar em como têm sido esses dois anos andando dia a dia, lado a lado com Jesus: Só sei dançar com você, da Tulipa Ruiz.

Você me chamou pra dançar aquele dia
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
E cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava cê dizia
Pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz

Nos primeiros versos o eu-lírico diz que foi chamado para uma dança. É Deus quem nos chama, quem vai ao nosso encontro. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro (1 Jo 4:19). Parece incoerente não saber dançar e mesmo assim ser escolhida, não é? Mas Deus não nos chama ou nos ama pelo que podemos fazer de bom. Éramos seus inimigos, mas ele escolheu nos amar (Rm 5:8-10) e nos convidar para fazer parte desse relacionamento de amor que existe na Trindade.

‘’A confiança é um relacionamento, não uma questão de poder. Quando duas pessoas dançam cada qual está respeitosamente em sintonia com a outra. Toda relação possui seu ritmo, e esse é o domínio de Ruach’’. Nesse trecho de Eva, livro de William P. Young, entendemos um pouco sobre como essa dança funciona. Jesus nos convida, nós aceitamos (mesmo que desajeitados) e ele nos conduz através do Espírito Santo. A confiança é ingrediente fundamental no processo. No fim, a tendência é aprender os passos da dança e mover-se junto ao nosso guia, tranquilamente, entregando nossos fardos a ele e deixando a paz que excede todo entendimento nos envolver. É isso que o Amor faz, ele nos transforma, nos cura de nossas esquizofrenias e nos põe no ritmo certo.

Há dois anos fui convidada pra entrar nessa dança. Não entendia bem como funcionava, mas estou aprendendo. Ainda sinto a perna sucumbir de agonia algumas vezes, mas confio em quem me conduz.

Brenda Vanin, 21 anos. Segue marchando rumo ao que não se vê, se crê. Escreve no Viver na Plenitude.

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