Música, cinema e comida que nos forma

  A identidade brasileria é um fragmento misterioso pouco explorado e por vezes admirado sem se saber bem o porquê. O mundo tem um retrato vendido há anos do que é a brasilidade, que vem do carnaval, da bossa nova e de outros signos comuns e simplórios que, na complexidade da nossa continentalidade, pouco definem quem realmente somos. Bem, tendo em vista o obscurantismo que … Continuar lendo Música, cinema e comida que nos forma

A dor e o prazer que sentimos

Não faço muito segredo sobre o quanto sou fã do trabalho de Gus Van Sant e Richard Linklater. Poucas obras mexeram tanto comigo como Antes do Amanhecer (1995), com toda a sua sutileza em sintetizar a complexidade que é o encontro de um homem e uma mulher na caminhada da vida. Além dele, o filme Elefante (2003) me trouxe perguntas que muito da minha luta hoje … Continuar lendo A dor e o prazer que sentimos

Comida não é remédio!

Chego por volta das 13h no domingo, vou direto no armário ou na bancada da cozinha à procura de pão de queijo, e com ele vem um bolo, uma rosca, ultimamente até café. Sento um pouco, respiro e volto atrás da farofa, gosto com arroz, igual seu Délio. O desfecho é com uma carne assada, um fricassê de frango, arroz, feijão, sem muito mistério, mas … Continuar lendo Comida não é remédio!

La La Land e a vaidade de querer o infinito

“O que seria da vida sem as coisas que não existem?” Assim provocava Antônio Abujamra a Eduardo Sterblich, um ator bobo vindo de um programa machista que pretensiosamente pretende interpretar Samuel Beckett para ser ovacionado como Paulo Autran por pessoas que nem mesmo a vida tem interesse, mas aos quais todos desejam ser comparados para que o viver possa ter cores de eternidade antes que acabe. … Continuar lendo La La Land e a vaidade de querer o infinito

A arte penal de colorir a cidade

O que é belo? O que é arte? O que é crime? Não foram poucas as vezes que me vi em discussões que partiam dessas perguntas, por isso percebi a necessidade de alguns breves pontos serem levantados, mas antes, queria falar sobre a cidade. Nos encontros e plantios humanos ao longo da história foram se formando centros sociais, de convívio e comércio, que passaram a … Continuar lendo A arte penal de colorir a cidade

A eterna mesa da casa de Tia Zilda

Quando pequeno existia uma mesa na cozinha de casa onde comíamos juntos ao horário do almoço. Nem sempre estavam todos, mas a mesa estava. Lembro da minha resistência em comer as “coisinhas verdes”, até que um certo dia meu pai me disse para colocar ketchup. Confesso que esse foi o meu recurso para a adesão de novos sabores por um bom tempo. Naquele tempo, os … Continuar lendo A eterna mesa da casa de Tia Zilda

A verdade no amar alguém segundo Richard Linklater

Todo romance quer ter contornos de grandes dramas, contos épicos que elevem à máxima potencia a experiência fantástica de se amar alguém. O cinema há muito vem nesse esforço de apresentar o amor tórrido e triunfante para tomar de assalto algum casal desavisado que veja ali projetados os seus desejos mais íntimos com todo um ideal de ser dois na potência sentimental do coração de … Continuar lendo A verdade no amar alguém segundo Richard Linklater

As iguarias do rei e as ruas do Bronx

A juventude é uma coisa louca de se viver, tô nessa aí há algum tempo e ainda tô tentando entender como se faz. Tem gente séria tentando analisar tudo pra dar um parecer decente e fazer dessa fase da vida algo maior do que vestibular, primeiro emprego e Kinder Ovo (saudades da época que era um real. Sim, já foi um real. Vinte anos atrás, … Continuar lendo As iguarias do rei e as ruas do Bronx

“Sagacidade sem precisar resolver no tiro”

Já dizia Gustavo Ribeiro: Hum, a única teoria que funciona na prática É a do caos a correria do dia a dia É uma guerra Camboja e Laos Planet Hemp de volta No planeta em crise Onde a única coisa que presta na tv hoje São os Trapalhões em reprise Alguns preocupados com o concurso mundial De missis outros em tirar irmãos Debaixo das marquises, … Continuar lendo “Sagacidade sem precisar resolver no tiro”