Mulher Maravilha, um filme sobre graça

Patty Jenkins quis fazer Mulher Maravilha logo depois de seu primeiro filme, Monster – Desejo Assassino (2003), que foi bem nas bilheterias e nas críticas. Se realizado naquela época, talvez Sandra Bullock ou Catherine Zeta-Jones figurariam como Diana, a princesa de Temiscira. Jenkins foi cotada para o projeto de levar a heroína às telas em 2008, mas recusou devido à gravidez. Ela estava na direção … Continuar lendo Mulher Maravilha, um filme sobre graça

Música, cinema e comida que nos forma

  A identidade brasileria é um fragmento misterioso pouco explorado e por vezes admirado sem se saber bem o porquê. O mundo tem um retrato vendido há anos do que é a brasilidade, que vem do carnaval, da bossa nova e de outros signos comuns e simplórios que, na complexidade da nossa continentalidade, pouco definem quem realmente somos. Bem, tendo em vista o obscurantismo que … Continuar lendo Música, cinema e comida que nos forma

A dor e o prazer que sentimos

Não faço muito segredo sobre o quanto sou fã do trabalho de Gus Van Sant e Richard Linklater. Poucas obras mexeram tanto comigo como Antes do Amanhecer (1995), com toda a sua sutileza em sintetizar a complexidade que é o encontro de um homem e uma mulher na caminhada da vida. Além dele, o filme Elefante (2003) me trouxe perguntas que muito da minha luta hoje … Continuar lendo A dor e o prazer que sentimos

La La Land e a vaidade de querer o infinito

“O que seria da vida sem as coisas que não existem?” Assim provocava Antônio Abujamra a Eduardo Sterblich, um ator bobo vindo de um programa machista que pretensiosamente pretende interpretar Samuel Beckett para ser ovacionado como Paulo Autran por pessoas que nem mesmo a vida tem interesse, mas aos quais todos desejam ser comparados para que o viver possa ter cores de eternidade antes que acabe. … Continuar lendo La La Land e a vaidade de querer o infinito

Ainda somos os mesmos

Leia ouvindo:  Deve ter ocorrido uma convenção nacional dos professores de ciências do ensino fundamental, lá pelo início dos anos 2000, na qual ficou determinada, por decisão unânime, a exibição de Ilha das Flores (1989) aos alunos. Naquele cenário de sala de aula, o curta de Jorge Furtado servia para ilustrar a trajetória do alimento desde o  produtor até nossa mesa e então ao lixão, para, … Continuar lendo Ainda somos os mesmos

A verdade no amar alguém segundo Richard Linklater

Todo romance quer ter contornos de grandes dramas, contos épicos que elevem à máxima potencia a experiência fantástica de se amar alguém. O cinema há muito vem nesse esforço de apresentar o amor tórrido e triunfante para tomar de assalto algum casal desavisado que veja ali projetados os seus desejos mais íntimos com todo um ideal de ser dois na potência sentimental do coração de … Continuar lendo A verdade no amar alguém segundo Richard Linklater

Arte que aponta pra vida, arte que aponta pra morte

Rami Malek e Christian Slater estão para “Mr. Robot” (2015-, USA) assim como Edward Norton e Brad Pitt estão para “Clube da Luta” (1999). Talvez com um pouco mais de carisma e um pouco menos de paranoia. O seriado, que foi uma das melhores estreias do ano passado, levando o Globo de Ouro de melhor série dramática, tem vários elementos que remetem ao filme de … Continuar lendo Arte que aponta pra vida, arte que aponta pra morte

A luta do luto em cores de Almodóvar

A partida enlutece o que não se foi e o luto ensina o que permanece, o que o tempo não sujeita ao fim ganha destaque quando a finitude se revela, tudo pois encontra o seu fim e somente o eterno fica. O Eclesiastes já cantava essa pedra antes mesmo que a ilusão do tempo pudesse ser cravada em retratos e a imagem à frente nos … Continuar lendo A luta do luto em cores de Almodóvar

A vida e Como Eu Era Antes de Você

É uma verdade universalmente conhecida: quando um filme tem a fama de fazer chorar, é porque alguém morre no final. Quando fui imprimir meu ingresso de “Como Eu era antes de Você” (2016), a moça da papelaria me perguntou se eu estava levando uma caixa de lenços comigo, porque certamente lágrimas rolariam. Roteirizado por Jojo Moyes a partir do seu livro que virou best-seller, “Como … Continuar lendo A vida e Como Eu Era Antes de Você

Orações, por Woody Allen, Eyshila e Orlando

Tenho uma certa resistência a assistir produções do Woody Allen, que está muitíssimo relacionada à acusação de ter abusado de uma filha adotiva de sete anos (na mesma época em que se casou com outra filha adotiva, 38 anos mais nova). Mas navegando pelo Netflix na semana passada, dei de cara com Magia ao Luar (2014). Com Emma Stone e Colin Firth bem convidativos no … Continuar lendo Orações, por Woody Allen, Eyshila e Orlando